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O futuro da tomada de decisão: menos achismo, mais inteligência

  • Foto do escritor: Sherlok
    Sherlok
  • 2 de fev.
  • 3 min de leitura

Durante décadas, decidir bem foi sinônimo de experiência, feeling e repertório. Bons gestores eram aqueles que “sentiam” o mercado. Esse modelo funcionou enquanto os cenários eram mais estáveis e os dados escassos. Hoje, o jogo virou. As empresas produzem informação em tempo real, os mercados mudam rápido e o custo do erro aumentou. Nesse contexto, o futuro da tomada de decisão não está no achismo, mas na inteligência orientada por dados e potencializada por IA.


Segundo a PwC, organizações que baseiam decisões em dados são até três vezes mais propensas a reportar melhorias significativas em performance. Isso não significa abandonar a intuição, mas colocá-la a serviço de evidências mais sólidas.


O limite do feeling em mercados complexos


O achismo nasce quando falta visibilidade. Quando dados estão espalhados, atrasados ou difíceis de interpretar, o gestor preenche lacunas com opinião. O problema é que, em ambientes cada vez mais complexos, essa abordagem escala mal.


Campanhas de marketing, ciclos de vendas, margens financeiras e comportamento do cliente mudam em velocidades diferentes. Sem integração e análise contínua, a empresa reage tarde ou no lugar errado. Decidir só com base em experiência passa a ser um risco, não uma virtude.


A Harvard Business Review aponta que líderes que usam dados em decisões estratégicas aumentam em até 5% a produtividade e em até 6% a lucratividade em comparação com empresas orientadas apenas por percepção.


Da informação dispersa à inteligência conectada


Ter dados não é o mesmo que ter inteligência. Muitas empresas já coletam tudo: cliques, leads, vendas, custos, churn, CAC, LTV. O problema é que essas informações vivem separadas em CRMs, plataformas de mídia, ERPs e planilhas.


O futuro da decisão passa por conectar essas fontes e transformá-las em leitura integrada do negócio. Quando marketing conversa com vendas e finanças, o gestor entende não só o que aconteceu, mas por que aconteceu e o que fazer a seguir.


A inteligência conectada reduz ruído, elimina versões paralelas da verdade e acelera o caminho entre pergunta e resposta.


IA como copiloto da gestão


A grande mudança não é apenas analisar mais rápido, é analisar melhor. A inteligência artificial entra como copiloto do gestor. Ela identifica padrões, cruza variáveis que seriam invisíveis ao olhar humano e aponta riscos e oportunidades antes que eles fiquem óbvios.


Com IA, o líder não precisa mais navegar por dezenas de dashboards. Ele pergunta, testa cenários e recebe respostas contextualizadas. Em vez de “o que aconteceu?”, passa a perguntar “o que tende a acontecer se eu não agir agora?”.


Segundo a Gartner, até 2026 mais de 75% das decisões empresariais terão algum nível de suporte automatizado por IA. Isso não substitui a liderança, mas amplia sua capacidade de enxergar o negócio com profundidade e velocidade.


Menos relatório, mais decisão em tempo real


Outro movimento claro do futuro é a redução da dependência de relatórios estáticos. Eles mostram o passado, mas não ajudam a agir no presente. O novo padrão é trabalhar com alertas, insights contínuos e priorização automática.


Quando algo sai do padrão, o gestor é avisado. Quando uma oportunidade surge, ela é destacada. Isso muda a lógica da gestão: a empresa não espera o fechamento do mês para corrigir o rumo.


Empresas que operam com inteligência em tempo real conseguem reduzir desperdícios, capturar oportunidades antes e manter o planejamento vivo, não engessado.


O papel humano continua central


Mesmo com IA, o fator humano não perde espaço, ele muda de função. O gestor deixa de ser compilador de dados e passa a ser intérprete de cenários. Cabe a ele contextualizar, decidir e alinhar pessoas.


A inteligência traz clareza, mas a visão estratégica continua sendo humana. O futuro não é a substituição do gestor, é a sua elevação a um nível mais estratégico e menos operacional.


O Sherlok dentro dessa nova lógica


O Sherlok nasce exatamente para reduzir o achismo e ampliar a inteligência prática. Ao conectar dados, permitir perguntas simples e devolver insights acionáveis com priorização, a plataforma aproxima o dado da decisão real do dia a dia.


Em vez de mais planilhas e dashboards confusos, o gestor passa a trabalhar com respostas claras, alertas e caminhos de ação. Isso transforma a tomada de decisão em um processo contínuo, não em um evento pontual.


Decidir melhor é a nova vantagem competitiva


No fim, o futuro da tomada de decisão não é sobre ter mais informação, mas sobre ter mais inteligência aplicada. Menos achismo, mais evidência. Menos reação tardia, mais ação orientada.


Empresas que adotam essa lógica ganham previsibilidade, velocidade e margem. Porque no mercado atual, não vence quem opina mais, mas quem decide melhor, e mais rápido, com base em inteligência real.

 
 
 

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